Dance with me again...my love.
Saturday, December 15, 2007
Passei a tarde a tarde a fotografar. Comecei a trabalhar para um laboratório de fotografia, um part-time que, com o Natal a avizinhar-se, me enche um pouco mais os bolsos.
Com um frio que "me gelava a espinha", ia fotografando e pensava no quão incompleto me sinto. Tantas coisas que quero fazer.
Hoje pensei em mandar tudo ao ar e fugir durante umas horas.
Saturday, November 17, 2007

Don't see the sorrow
Don't let it creep up through your skin
Cause I read somewhere
That what you like you'll find again
You'll find it again
I'm on the edge
Of not wanting to feel this way anymore
But I will still try to learn my lessons
There's no mistakes anyway
I know that
Know that
So you
Why won't you make room
Some room for me
You
Why won't you make room
Some room
I see myself in you
I seem to know my own death too
But here on a day this clear
It's as good a day
To begin
To begin
So you
Why won't you make room
Some room for me
You
Why won't you make room
Some room for me
You
Why won't you make room
Some room for me
You
Why won't you make room
Some room
Au revoir Simone
Thursday, October 04, 2007

No âmbito das comemorações do centenário do nascimento de Miguel Torga, a Câmara Municipal de Coimbra convidou a companhia de teatro O Teatrão a levar a palco um espectáculo que convida a cidade a partilhar o universo de Torga que fez de Coimbra, sua cidade de eleição.
"TerraTorga" estreia hoje, 4 de Outubro, pelas 21:30, no Museu dos Transportes.
Fui ao ensaio geral do espectáculo, que achei fantástico, seguiram-se as opiniões requesitadas pelos intérpretes. Ao contrário do que possam pensar, "não é um espectáculo sobre Torga mas a partir de Torga", cujo objectivo é fazer renascer o Reino Maravilhoso de cada um de nós, tal como Torga fazia na sua obra.

A companhia de teatro O Teatrão leva a palco, nos dias 27,28,29 de Setembro, pelas 21:30h, no Museu dos Transportes, "Stabat Mater", de António Tarantino.
O Espectáculo centra-se em Maria, ex- prostituta. sozinha, amargurada, com um filho desaparecido, cheia de ódio contra a sociedade.
Fantástico. sem dúvida dos melhores espectáculos que já vi.
Hoje escrevo porque sim, porque me apetece mas acima de tudo porque me deixei afundar num estado absurdo de melancolia.
Sem saber, ao certo, o que se passa comigo...vagueio. Vagueio sem pensar, sem um destino, completamente perdido.
Sinto-me revoltado com tudo o que me rodeia, amigos que se esquecem, outros que desiludem e não voltam a ser os mesmos, uma exposição que se avizinha e a vontade que teima em passar despercebida.
Hoje é o deadline do meu primeiro artigo ao serviço do jornal universitário A Cabra,um pouco de entusiasmo. Afogo-me num silêncio ensurdecedor, que me tira o sono. Vejo-me no meio de um grupo de amigos que em tempos me enchiam as medidas com as suas histórias mirabolantes mas que já não reconheço.
Nem tudo é mau, ultimamente tenho ido ao teatro regularmente, em trabalho e não só, quero-me confundir com as personagens, viver as suas vidas felizes . Ontem. quarta-feira,3, ás 21:30, ensaio geral do espectáculo "TerraTorga", a cargo d`O teatrão. O objectivo do espectáculo é fazer renascer em cada um de nós o nosso, muitas vezes esquecido, Reino Maravilhoso tal como Torga fazia na sua obra.
Quero o MEU Reino Maravilhoso...
Desaparece comigo...
(mau dia, mau post)
Saturday, July 28, 2007
Tento agarrar-te para nunca mais te largar mas escorregas-me dos dedos e quanto mais me esforço, mais me afundo e tu mais me foges.
Crio um mundo paralelo, só nosso onde tudo é possível, onde nada acaba, onde nada é efémero, onde as lágrimas não caem porque não há porque chorar.
Nesse mundo, onde o céu é de Baunilha, onde contigo sou feliz, onde "...every passing minute is a chance to turn it all around", onde me perco no teu olhar, todas as ruas vão dar a ti, por isso não me perco, nem me consome o constante medo de te perder. O teu cabelo...o cheiro do teu cabelo permanece entranhado nos meus poros.
Numa manhã saio de casa e não vejo ninguém na rua, desapareceram...todos. Começo a correr pelas ruas que, outrora, a ti iam desaguar mas quanto mais corro mais me afasto, tornaste-te inatingível, deixaste de ser minha. Estou sozinho e nada posso fazer para remediar esta situação. Procuro desesperadamente os nossos habituais locais de encontro, aquele café onde tantas vezes me prendeste com as tuas histórias mirabolantes, aquele parque onde te fotografei vezes sem conta só porque achavas que te embelezava. Aquele abismo onde tantas vezes gritamos para "deitar tudo cá para fora". O rio congelado onde a lua sorria, onde o "nunca me deixes" foi tantas vezes dito que ficou gravado no tempo mas...só uma imensidão de nada me espera. Tudo perdeu o seu brilho, nostalgias de bens perdidos começam-me a consumir.
Estavamos tão entregues um ao outro que nem percebemos que o nosso mundo não era nosso mas sim o mundo normal ,com todos os seus defeitos. Dói pensar que vou ter de voltar a uma realidade que não é minha, porque tu não fazes parte dela. A uma sociedade repugnante onde a futilidade e o materialismo andam de mãos dadas, onde nada se faz para travar guerras e sofrimento, onde lágrimas correm e sorrisos são trancados em torres altas onde não há tranças para trepar.
Vais-me deixar viver assim?Pois então sai já de dentro de mim, desaparece da minha cabeça, pára de aparecer sempre que fecho os olhos...deixa-me esquecer-te.
Gostava de saber que alma maquiavélica te tirou de mim, que fez com que desistisse de ser feliz, de viver, de ser.
Estou velho, é o que vale, já falta pouco...até já.
"I´ll see you in another life when we´re both cats..."
Friday, July 27, 2007
Fujo de memórias que assombram os meus dias. Tempos em que tudo foi esquecido, nada mais existia a não ser eu, o mar e as estrelas mas morri num quente sábado de Verão. Voltei para ti Coimbra. É estranho mas não senti nem sinto a tua falta como de tantas outras vezes. Tudo é diferente, o céu não é tão azul, a lua não sorri e a amizade aparentemente não é tão forte.
Saio para confirmar as minhas dúvidas e para meu espanto confirmam-se. Estou, efectivamente, perdido. Desiludido por precisar e não ter, por doer sem parar, porque a saudade me consome e amargura os meus dias.
I´m not living...i´m just killing time...
Parti numa viagem mas perdi-me, de novo, na imensidão do nada. E enquanto andei perdido, roguei a tudo o que havia de transcendente para te pôr no meu caminho para me orientares, para me apontares o norte, para me consolares. Afoguei-me em lágrimas que me inundaram a alma.
Onde estavas tu?
Sunday, June 24, 2007
"(...)Este sentido do tempo, no jornalismo, é uma coisa especial.
A antecipação, o chegar antes, parece que forma parte da sua condição vital. É um mundo de pressas e de anelos, no qual a reflexão se faz numa prática...quando se faz, e ainda é melhor fugir dela, pois já se sabe que nós os jornalistas somos responsáveis por narrar os factos independentemente das consequências que isso tenha. Vivemos os nosso dia-a-dia com a convicção de que é algo destinado a morrer com o ocaso e a renascer de novo no dia seguinte. Conhecemos o fútil e perecedouro do nosso trabalho. Os jornais saem todos os dias , escrevem-se todos os dias, nascem e extinguem-se diariamente, são uma espécie de fogueira das vaidades, entre as quais não são melhores as dos próprios jornalistas.
(...)É dificil explicar isto a alguém que não sentiu nalgum momento nas entranhas a intranscendência frequente do nosso esforço no sentido evidente dessa palavra: o de não trancender, não ser capaz de ir mais além, de se perpetuar."
Juan Luis Cebrién
A antecipação, o chegar antes, parece que forma parte da sua condição vital. É um mundo de pressas e de anelos, no qual a reflexão se faz numa prática...quando se faz, e ainda é melhor fugir dela, pois já se sabe que nós os jornalistas somos responsáveis por narrar os factos independentemente das consequências que isso tenha. Vivemos os nosso dia-a-dia com a convicção de que é algo destinado a morrer com o ocaso e a renascer de novo no dia seguinte. Conhecemos o fútil e perecedouro do nosso trabalho. Os jornais saem todos os dias , escrevem-se todos os dias, nascem e extinguem-se diariamente, são uma espécie de fogueira das vaidades, entre as quais não são melhores as dos próprios jornalistas.
(...)É dificil explicar isto a alguém que não sentiu nalgum momento nas entranhas a intranscendência frequente do nosso esforço no sentido evidente dessa palavra: o de não trancender, não ser capaz de ir mais além, de se perpetuar."
Juan Luis Cebrién
Tuesday, January 02, 2007
Nao tenho vontade de fazer nada, estou farto de muito, e vingo-me fazendo nada. Estúpido eu sei mas é como me sinto. Sinto-me inútil, sem quaisquer capacidades.
Quero fugir daqui, desta realidade que me sufoca, fechar os olhos e partir sem esperança de voltar. Ver-te e perder-me no teu abraço, fotografar-te e gravar-me no tempo...
Dói-me estar aqui, revoltado comigo mesmo, ou com qualquer coisa que não consigo identificar. Quero muito estar contigo mas está longe.
Hoje, especialmente hoje, preciso de ti, da tua atenção, a tua simples presença iría fazer-me sentir melhor.
Fazes-me falta...
Preciso que me pintes de azul e que me leves para o teu mundo.
A nostalgia invade a minha alma, torna-a pesada, sinto-me só.
Quero partir na imensidão da noite e perder-me, olhar em redor e não conhecer nada, nem ninguém.
Hoje tudo me parece banal...(que merda de dia).
Quero ser quem não sou, quero voar daqui para fora, quero sentir-me único. Que dor insuportável, desconfio que estou com falta de ti...sim é isso, definitivamente falta de ti.
Preciso de uma banda sonora que anime os meus dias, a música que me acompanha tornou-se melancólica.
Quero pegar no carro e partir sem rumo, viver a vida como se não houvesse amanhã, ver filmes já vistos e perder-me nas imagens, encarnar as personagens e viver as suas vidas cor de rosa, felizes para sempre.
Sim vamos fugir do Circo de Feras, dos aplausos do público, não vamos para o fundo da rua hoje, vamos antes vaguear por aí. Quero dizer que te amo e que me fazes falta quando não estás, a tua ausência dói-me.
Hoje não, fundi...
Quero fugir daqui, desta realidade que me sufoca, fechar os olhos e partir sem esperança de voltar. Ver-te e perder-me no teu abraço, fotografar-te e gravar-me no tempo...
Dói-me estar aqui, revoltado comigo mesmo, ou com qualquer coisa que não consigo identificar. Quero muito estar contigo mas está longe.
Hoje, especialmente hoje, preciso de ti, da tua atenção, a tua simples presença iría fazer-me sentir melhor.
Fazes-me falta...
Preciso que me pintes de azul e que me leves para o teu mundo.
A nostalgia invade a minha alma, torna-a pesada, sinto-me só.
Quero partir na imensidão da noite e perder-me, olhar em redor e não conhecer nada, nem ninguém.
Hoje tudo me parece banal...(que merda de dia).
Quero ser quem não sou, quero voar daqui para fora, quero sentir-me único. Que dor insuportável, desconfio que estou com falta de ti...sim é isso, definitivamente falta de ti.
Preciso de uma banda sonora que anime os meus dias, a música que me acompanha tornou-se melancólica.
Quero pegar no carro e partir sem rumo, viver a vida como se não houvesse amanhã, ver filmes já vistos e perder-me nas imagens, encarnar as personagens e viver as suas vidas cor de rosa, felizes para sempre.
Sim vamos fugir do Circo de Feras, dos aplausos do público, não vamos para o fundo da rua hoje, vamos antes vaguear por aí. Quero dizer que te amo e que me fazes falta quando não estás, a tua ausência dói-me.
Hoje não, fundi...
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